quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Valorização do Real frente ao dólar

Não há grandes opções de investimentos no mundo, que tenha a possibilidade de rentabilidade que o Brasil oferece.

Foi o tempo que o risco político e econômico assustava os investidores internacionais e que ao menor sinal de crise em algum país do mundo havia uma corrida para retirar o capital investido no Brasil.

Esta crise econômica mundial é um marco relevante em nossa história econômica, pois houve saída de capital, mas o retorno tem sido muito mais rápido e em volumes maiores.

O dólar tem sido ótimo para os turistas, bom para alguns importadores, porém para os exportadores têm sido péssimo.

A valorização do Real frente ao dólar tem levado os empresários à beira da loucura. A moeda americana em 5/12/2008 chegou ter seu fechamento em 2,5004 (fonte : Cotações de Fechamento Ptax4/BACEN) para um fechamento ontem 28/10/2009 em R$ 1,7447, uma variação negativa de 30,22%, porém no dia 15/10/2009 a cotação chegou em R$ 1,7037 a menor desde outubro de 2008.

Há quem diga que a cotação do dólar deve voltar ao patamar de R$ 2,00, salvo alguma mudança mais radical por conta do governo brasileiro ou algo muito significativo no cenário econômico mundial, não encontro argumentos para isto.

Eu acredito que a moeda americana continuará fraca, pelo motivo da grande quantidade de dólares colocado no mercado para recuperar empresas, que os recebeu tem que buscar alternativas mais rentáveis, o Brasil é uma excelente opção.

A quantidade de investimento estrangeiro que chega ao nosso país é bastante significativa e o mais importante é que não é só em busca de taxas de juros altas. Estes investimentos estão vindo para empresas em busca de um mercado consumidor gigantesco que temos.

Mesmo com a criação de impostos ao investidor estrangeiro, tem efeito passageiro, em curto espaço de tempo eles se adaptam a este imposto e o voltam a trazer mais dólares.

Com isto minha opinião é que a cotação pode sim chegar a valores mais baixos do que estão hoje, dias atrás o mercado financeiro testou a barreira do 1,69 voltando somente em função da criação do IOF sobre capital estrangeiro.

Salvo uma força de compra de última hora por parte dos importadores para o final do ano e remessas de lucros por parte das empresas, a moeda americana não terá força para estar acima de R$ 1,80, porém acho que a entrada de investimentos pode sim forçar a cotação abaixo de R$1,70

Cabe a nossos empresários a árdua tarefa de buscar alternativas no mercado interno, redução de custos, criarem estratégias de compra e vendas, repensar seus negócios.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A ARTE DE VENDER

Capítulo 1

Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, Arte, é a capacidade natural ou adquirida de por em prática os meios necessários para obter um resultado:

Vender com arte é muito mais do que simplesmente tirar o pedido ou assinar o contrato, tudo isto é conseqüência de todo um trabalho desenvolvido e preparado antes de sua concretização.

Simplesmente vende, poderá ser um fator decisivo para vender uma única vez, quanto vender com arte é cativar o cliente e vender sempre e bem.

Vender pode ser fácil, mas vender com margem e entregar o que foi prometido e no prazo determinado depende de uma serie de outros fatores que caso não sejam pensado, podem comprometer uma venda com arte.

Conquistar um novo cliente é pode até ser fácil, mas deveríamos considerar cliente somente aqueles que voltam para fazer negócios com nossa empresa ou com o mesmo vendedor.

Manter um cliente é uma tarefa difícil, pois uma vez que estamos vendendo nosso produto ou serviço, a concorrência tentará tomar nosso cliente.

Uma vez que o cliente não é da empresa, não é do vendedor, mas sim do mercado, temos que encantar a cada negócio este cliente.

A boa venda é aquela em que o cliente volta e o produto não volta e uma venda ruim é aquela que o produto volta e o cliente não volta.

É conhecido que um cliente que não volta tem um poder muito maior de fazermos perder novas vendas, do que o poder, de gerar novas vendas, daquele cliente que gostou de nosso produto e atendimento.

Assim, devemos cuidar de todos os detalhes quando nos propomos a vender algo para um cliente, passando por conhecer e acreditar no que iremos vender, conhecer os concorrentes e seus produtos, pontuar as diferenças positivas e negativas em relação ao nosso produto, sistema de logística de nosso cliente alvo, do concorrente e a nossa.

É importante conhecer as características do seu cliente, o que é importante para ele, preço, qualidade, prazo de entrega, prazo de pagamento, marca. Descobrir o que ele valoriza será uma arma eficiente em sua negociação.

Quem o atenderá é um fator a ser considerado, tente tirar o máximo de informações possível sobre quem irá negociar com você, use seu network, fale e negocie com quem decide, veremos mais adiante que negociar com que não decide é uma técnica dos compradores para obter vantagens e principalmente e uma perda de tempo para você.

A Arte de vender com Arte

A negociação, entre quem precisa comprar e quem precisam vender, tem se tornado cada dia mais complexa.

Primeiro porque os produtos e serviços estão sendo atualizados em uma velocidade difícil de acompanhar, quer seja por tecnologia, legislação, necessidade de mercado alterada, moda, estilo de vida e por uma centena de argumentos.

Estar do lado da mesa de quem vende tem se tornado uma tarefa árdua, pois concorrer com todas as variáveis de mercado não é uma tarefa para amadores.

O planejamento estratégico irá ajudar a efetivar negócios, fazer a mesma coisa e esperar resultdos diferente é insano.

Tente entender as causas da perda de algumas vendas e que estas reflexões lançadas e propostas os ajudem na elaboração de preços e oferta de negócios.

Que as idéias e exemplos compartilhados aqui contribuam para você ter sucesso em seus negócios.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Estados Unidos x Cuba

Hoje nos jornais do mundo inteiro, lemos a respeito da decisão do presidente dos Estados Unidos em amenizar as restrições em relação a Cuba, porém ainda com embargo econômico.
Tema muito interessante e que nos leva a discutir sobre suas ramificações, decisões, aspectos políticos, comerciais entre outros.

Eu quero abordar este tema como sob uma ótica comercial e que o momento de crise econômica mundial me faz refletir.

As empresas que tenho acompanhado durante estes quase oito meses de crise, para alguns setores um pouco menos e para outros muito mais, é que muitas destas estão buscando ter os mesmo resultados do ótimo ano de 2008 até agosto, fazendo as mesmas coisas neste período de crise.

É hora de quebrarmos alguns paradigmas, o mercado mudou, as pessoas que estamos acostumados a fazer negócios estão lutando pela sobrevivência e até mesmo já estão brigando para não morrerem.

Cabe uma estória contada pelo professor Carlos Alberto Julio em seu livro “A Magia dos Grandes Negociadores”, recomendo sua leitura, sobre um velho lenhador que em uma competição de que cortava mais árvores, com outro lenhador mais jovem e muito mais forte e que este velho lenhador a cada quantidade de árvores que cortava ele sentava e descansava enquanto o jovem lenhador não parava de cortar árvores deixando seu concorrente para trás.

Para resumir, da metade para o final da floresta o velho lenhador que sempre parava para descansar, começou a chegar mais perto do jovem lenhador até o ponto que venceu a competição de corte de árvores.

O jovem não se conformava e apesar de sua força, juventude e não ter parado para descansar uma só vez, foi ultrapassado pelo velho lenhador, e quis saber qual o segredo. Então o velho lenhador disse que o segredo foi o descanso e a medida que descansava ele amolava o machado, com isto ele tinha tempo de descansar, preparar seu material de trabalho e observar qual a melhor forma de cortar as árvores que tinha pela frente.

A lição entre estes dois pontos é que este é o momento de olharmos para frente e buscarmos alternativas para nossos negócios, como podemos vencer está crise econômica, pois se sairmos desesperados buscando vendas novas com receitas antigas ou até mesmo vencer na força de nossos braços teremos certamente resultados bem mai singelos que se afiarmos nossos machados.

Afiar os machados, neste caso é enxergar alternativas, estar aberto para novos negócios, parceiros, cidades, estados e países.

Que é ou foi nosso concorrente ou até mesmo “inimigo” comercial pode ser estrategicamente uma grande alternativa para novos negócios e a saída de nossas empresas para enfrentar esta crise.

Vejo na atitude do presidente Barack Obama, uma visão de alternativas comerciais para seu país e certamente ele está dando o primeiro passo para uma abertura maior entre Estados Unidos e Cuba.

Temos que olhar para o futuro e tomar decisões corretas e que impactarão nossos negócios, em tempos de crise quem consegue enxergar as oportunidades, sairá primeiro das dificuldades financeiras e certamente terá resultados diferentes, mas fazendo de forma diferente.

Reflita, pense, observe, afie seus machados.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CRÉDITO FÁCIL

Conseguir um empréstimo ou financiamento está cada vez mais fácil. As instituições financeiras e as lojas de varejo estão oferecendo crédito para aquisição dos móveis até a compra da própria casa.

A quantidade de ofertas para aquisição de bens duráveis é gigante, basta vermos as revistas de grande circulação e poderemos verificar que a maior parte é de propaganda de eletronicos e lançamentos de imóveis.

Mas consumidor pode perguntar o que tem em comum nestes dois tipos de produtos e qual a relação com as linha de crédito?

Há uma igualdade enorme, pois as lojas e instituições financeiras conhecem o poder de consumo médio das pessoas e monitora o desejo de consumir, passando então a oferecer formas de pagamentos para os objetos de desejo, do tamanho que se encaixem no bolso do consumidor.

Vamos buscar na memória as últimas aquisições que realizamos, compra do carro, geladeira, celular roupa, presente do dias das crianças, dos namorados ou da casa própria, certamente a grande maioria das pessoas fez esta compra adequando o valor da prestação no salário.

Os consumidores mais atentos, podem estar falando que é óbvio adequar a prestação da casa e do carro no salário, pois os valores são altos e guardar todo o dinheiro é muito mais difícil ou quase impossível.

Diria que parte é verdade, mas e quando falamos de compras de aparelhos de celular, roupas, ferro de passar e tantos outros produtos que os consumidores têm as mesmas práticas.

Quem não se lembra da propaganda "quer pagar quanto", talvez isto explique o grande sucesso dos canais de venda pela televisão.

Nas propagandas de venda de carro, dá-se a impressão de estar comprando uma casa, pois os prazos são as vezes bastante similares 72 e até 84 vezes sem entrada.

O perigo deste crédito facilitado é que nos dá a sensação no curto prazo de satisfação da conquista no médio e longo prazos temos todas as outras contas para pagar e o que compramos já passou da hora de ser trocado.

O consumidor em geral sempre terá que colocar o valor da prestação em seu orçamento mas também deve fazer conta da diferença de valores entre as parcelas e os diferentes prazos, daí poderá chegar a conclusão que a diferença do valor das parcela não são tão grande em prazos maiores, portanto sendo melhor ter prazos menores.

Vale a pena fazer conta.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Financiamento em 30 anos, pode não ser uma oportunidade

Para compra de imóvel em prazo maior se faz necessário uma análise criteriosa, o prazo é maior, mas a taxa de juros também, outro ponto a ser verificado é que é dentro dos valores pagos, há a parcela de seguro embutida nas prestações, portanto um prazo maior pagando também o seguro.
Portanto o alongamento de financiamentos do crédito imobiliário, de 240 para 360 meses, decidido pela Caixa Econômica Federal pode não atender a necessidade daqueles que sonham com a compra da casa própria apesar da redução da taxa de juros.
Esta redução não é realmente algo a ser comemorado, pois fazendo a conta se verifica que o imóvel tem seu preço final aumentado em torno de 19%, além do que a procura por imóveis poderá fazer com os preços aumentem.
Segundo o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) o déficit habitacional de 8 milhões de moradias no País.
O comprador deverá atentar para os limites impostos pela Caixa Econômica Federal quanto ao valor do imóvel de até R$ 130.000,00 com financiamento de 80%, desta forma o comprador deverá ter 20% do valor do imóvel adquirido para dar de entrada.
As taxas de juros para utilização dos recursos do FGTS, a renda familiar bruta de R$ 380,00 até R$ 1.875,00 a taxa é de 6% a.a. e renda familiar bruta de R$ 1.875,01 a R$ 4.900,00= 8,16% a.a..
Para imóveis com valores acima dos R$ 130.000,00 as taxas de financiamento são maiores, passando para faixa de 8,64% a.a. a 12,24% a.a., nos dois casos o mutuário pode ter o benefício de juros menores se optar pelo desconto da prestação em folha de pagamento ou pelo débito em conta.
A compra da casa própria deve vir de uma análise não apenas dos prazos e do valor da prestação, o comprador deve atentar-se a diferença da prestação em prazos menores, pode valer a pena assumir uma prestação um pouco maior, porém com 10 anos menos para pagamento, além dos valores não especificados, como seguro e taxas de análise de crédito que sempre são acrescidos ao montante financiado.
Há muito que melhorar nesta questão de crédito de longo prazo, mas é um passo importante dado pela Caixa Econômica Federal, certamente as demais instituições financeiras irão acompanhar o prazo de 30 anos e isto poderá afetar a oferta de juros para a aquisição da casa própria.
Ante de fechar qualquer negócio a recomendação é pesquisar e fazer contas de taxas de juros e prazos, ficando atento as oportunidades oferecidas pelos bancos e com as construtoras.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

RISCOS NA TERCEIRIZAÇÃO

Os motivos que levam as empresas a aderirem à terceirização das áreas de Controladoria (contabilidade fiscal e gerencial, folha de pagamentos e tributos), Financeiro, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, se dá principalmente pela busca de redução de custos, ganhos de eficiência e qualidade nas informações.

Ocorre que os gestores responsáveis pela decisão de terceirizar, determinam ou têm prazos curtos para a implementação e obtenção dos resultados oriundos da terceirização, também não tendo tempo para a análise dos riscos que envolvem um processo de terceirização.

Levando a processos de terceirização ineficientes, traumáticos e que principalmente não chegam aos objetivos, do contratante e do contratado.

O que motiva então os gestores das empresas a buscarem o caminho da terceirização é a redução de custos e uma vez que as empresas acabam tendo processo internos vulneráveis ou ineficientes, com a possibilidade de compartilhar riscos com o terceiro ficando a cargo da empresa terceira a responsabilidade de manter profissionais qualificados e atualizados.

Outro fator a ser considerado é que informações estratégicas e confidenciais sobre reestruturações, fusões, aquisições, performance financeira da empresa, entre outras, são mantidas fora da empresa, submetidos a acordos rígidos de não divulgação de informações com penalidades estipuladas para a empresa terceira.

Terceirizar os processos e mecanismos de Controladoria, Financeiro, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação faz com que estes controles sejam observados com maior dedicação e foco pelos gestores da empresa.

Portanto, estabelecer um projeto de terceirização passando pela escolha da empresa ou empresas parceira neste processo, estabelecendo prazos adequados e métricas dos serviços terceirizados com o estabelecimento do que, como e quando serão entregues os trabalhos e relatórios são necessários para que todos os envolvidos tenham claramente suas responsabilidades e direitos.

Encarar o processo de terceirização como uma oportunidade para o negócio como um todo é fundamental para o sucesso e planejar cada etapa atentando para os principais riscos:

Falhas no planejamento, projeto e seleção:
Estratégias e implementação inadequadas da terceirização
Falta de compreensão da própria empresa sobre a complexidade de seu negócio
Falhas no gerenciamento dos contratos:
Custos altos
Serviços de baixa qualidade
Problemas no relacionamento entre o cliente e o prestador de serviços
Problemas nas reduções de custos com a Terceirização
Avaliações de performance inadequadas