sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tempo de oportunidades

Olhar para as oportunidades de negócios neste tempo de saída de crise é fundamental para as empresas e investidores. É fato que os resultados das empresas, neste ano, estão aquém do que se desejava, porém é visto nos noticiários que muitas empresas voltam a dar lucro.

Começa um movimento de novas aquisições, há empresas que estão ainda com grandes dificuldades e não tiveram bons resultados na gestão da crise e neste início de pós-crise. Estas empresas geram oportunidades de negócios a um custo bastante atraente para quem está com recurso ou crédito.

A movimentação de investidores para a busca destas oportunidades tem sido maior entre os estrangeiros que aqui colocam seus investimentos, o volume de US$ 14,59 bilhões que ingressou na economia em outubro representou, 64% de tudo o que ingressou no País nos dez primeiros meses do ano (US$ 22,85 bilhões). O valor acumulado neste ano, até agora, é 82% maior do que o verificado no período janeiro-outubro de 2008.

É tempo dos empresários brasileiros se prepararem para tomar uma nova postura, para ir às compras e não simplesmente por a venda seus negócios, quem sabe não é hora de entrarmos em tempos de novas alianças comerciais.

Por: Marco César de Oliveira
marco@corporatebr.com.br

Incertezas nas projeções em tempos de crise

Muitos empresários e investidores por hora se esquecem que as projeções são apenas um “norte”, um mapa e não o seu território.

Vimos que muitas foram às projeções otimistas no mercado acionário no início do ano de 2008 em relação ao seu final. Segundo essas o Ibovespa terminaria 2008 acima de 79 mil pontos, quando, de fato, ele encerrou o ano na casa dos 37.550 pontos?

Em tempos de crises econômicas o fracasso das estimativas se torna recorrente e a procura aos culpados um hábito. Seriam os analistas financeiros ou econômicos os culpados? Evidentemente que não. Devemos lembrar que as previsões não são ciências exatas, independentemente do indicador em questão, seja ele de ações ou econômico.

Uma projeção está pautada em uma série de pressupostos que auxiliam os analistas a desenvolverem seus protótipos e a chegarem a um cenário prospectivo. Todos esses estão vulneráveis ao fator imprevisibilidade. Quem em sã consciência poderia ponderar em suas análises uma crise do tamanho da que tivemos no segundo semestre do ano de 2008?

A adoção de premissas em um cenário incerto dificulta a realização das projeções.
Um exemplo clássico tem-se no caso das projeções de ações ou índices acionários que consideram os objetivos dos preços-alvos e das recomendações de instituições de análises as incertezas influenciam os resultados. Por isso, é necessário que quem investe não se satisfaça apenas com a leitura das previsões, mas busque uma avaliação das premissas sugeridas e escolha agências que adotem critérios mais factíveis.

Ressalta-se que ainda que se adotem todos esses cuidados uma a ação no mercado só alcançará o preço-alvo de uma determinada projeção se todos os agentes aceitarem as premissas assumidas pelos analistas e instituições de análises, o que é pouco provável.O exemplo aplicado acima reflete a realidade de toda e qualquer projeção, ou seja, que a única assertividade dessa é a incerteza inerente a sua natureza.

Por :Péricles do Espírito Santo

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Valorização do Real frente ao dólar

Não há grandes opções de investimentos no mundo, que tenha a possibilidade de rentabilidade que o Brasil oferece.

Foi o tempo que o risco político e econômico assustava os investidores internacionais e que ao menor sinal de crise em algum país do mundo havia uma corrida para retirar o capital investido no Brasil.

Esta crise econômica mundial é um marco relevante em nossa história econômica, pois houve saída de capital, mas o retorno tem sido muito mais rápido e em volumes maiores.

O dólar tem sido ótimo para os turistas, bom para alguns importadores, porém para os exportadores têm sido péssimo.

A valorização do Real frente ao dólar tem levado os empresários à beira da loucura. A moeda americana em 5/12/2008 chegou ter seu fechamento em 2,5004 (fonte : Cotações de Fechamento Ptax4/BACEN) para um fechamento ontem 28/10/2009 em R$ 1,7447, uma variação negativa de 30,22%, porém no dia 15/10/2009 a cotação chegou em R$ 1,7037 a menor desde outubro de 2008.

Há quem diga que a cotação do dólar deve voltar ao patamar de R$ 2,00, salvo alguma mudança mais radical por conta do governo brasileiro ou algo muito significativo no cenário econômico mundial, não encontro argumentos para isto.

Eu acredito que a moeda americana continuará fraca, pelo motivo da grande quantidade de dólares colocado no mercado para recuperar empresas, que os recebeu tem que buscar alternativas mais rentáveis, o Brasil é uma excelente opção.

A quantidade de investimento estrangeiro que chega ao nosso país é bastante significativa e o mais importante é que não é só em busca de taxas de juros altas. Estes investimentos estão vindo para empresas em busca de um mercado consumidor gigantesco que temos.

Mesmo com a criação de impostos ao investidor estrangeiro, tem efeito passageiro, em curto espaço de tempo eles se adaptam a este imposto e o voltam a trazer mais dólares.

Com isto minha opinião é que a cotação pode sim chegar a valores mais baixos do que estão hoje, dias atrás o mercado financeiro testou a barreira do 1,69 voltando somente em função da criação do IOF sobre capital estrangeiro.

Salvo uma força de compra de última hora por parte dos importadores para o final do ano e remessas de lucros por parte das empresas, a moeda americana não terá força para estar acima de R$ 1,80, porém acho que a entrada de investimentos pode sim forçar a cotação abaixo de R$1,70

Cabe a nossos empresários a árdua tarefa de buscar alternativas no mercado interno, redução de custos, criarem estratégias de compra e vendas, repensar seus negócios.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A ARTE DE VENDER

Capítulo 1

Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, Arte, é a capacidade natural ou adquirida de por em prática os meios necessários para obter um resultado:

Vender com arte é muito mais do que simplesmente tirar o pedido ou assinar o contrato, tudo isto é conseqüência de todo um trabalho desenvolvido e preparado antes de sua concretização.

Simplesmente vende, poderá ser um fator decisivo para vender uma única vez, quanto vender com arte é cativar o cliente e vender sempre e bem.

Vender pode ser fácil, mas vender com margem e entregar o que foi prometido e no prazo determinado depende de uma serie de outros fatores que caso não sejam pensado, podem comprometer uma venda com arte.

Conquistar um novo cliente é pode até ser fácil, mas deveríamos considerar cliente somente aqueles que voltam para fazer negócios com nossa empresa ou com o mesmo vendedor.

Manter um cliente é uma tarefa difícil, pois uma vez que estamos vendendo nosso produto ou serviço, a concorrência tentará tomar nosso cliente.

Uma vez que o cliente não é da empresa, não é do vendedor, mas sim do mercado, temos que encantar a cada negócio este cliente.

A boa venda é aquela em que o cliente volta e o produto não volta e uma venda ruim é aquela que o produto volta e o cliente não volta.

É conhecido que um cliente que não volta tem um poder muito maior de fazermos perder novas vendas, do que o poder, de gerar novas vendas, daquele cliente que gostou de nosso produto e atendimento.

Assim, devemos cuidar de todos os detalhes quando nos propomos a vender algo para um cliente, passando por conhecer e acreditar no que iremos vender, conhecer os concorrentes e seus produtos, pontuar as diferenças positivas e negativas em relação ao nosso produto, sistema de logística de nosso cliente alvo, do concorrente e a nossa.

É importante conhecer as características do seu cliente, o que é importante para ele, preço, qualidade, prazo de entrega, prazo de pagamento, marca. Descobrir o que ele valoriza será uma arma eficiente em sua negociação.

Quem o atenderá é um fator a ser considerado, tente tirar o máximo de informações possível sobre quem irá negociar com você, use seu network, fale e negocie com quem decide, veremos mais adiante que negociar com que não decide é uma técnica dos compradores para obter vantagens e principalmente e uma perda de tempo para você.

A Arte de vender com Arte

A negociação, entre quem precisa comprar e quem precisam vender, tem se tornado cada dia mais complexa.

Primeiro porque os produtos e serviços estão sendo atualizados em uma velocidade difícil de acompanhar, quer seja por tecnologia, legislação, necessidade de mercado alterada, moda, estilo de vida e por uma centena de argumentos.

Estar do lado da mesa de quem vende tem se tornado uma tarefa árdua, pois concorrer com todas as variáveis de mercado não é uma tarefa para amadores.

O planejamento estratégico irá ajudar a efetivar negócios, fazer a mesma coisa e esperar resultdos diferente é insano.

Tente entender as causas da perda de algumas vendas e que estas reflexões lançadas e propostas os ajudem na elaboração de preços e oferta de negócios.

Que as idéias e exemplos compartilhados aqui contribuam para você ter sucesso em seus negócios.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Estados Unidos x Cuba

Hoje nos jornais do mundo inteiro, lemos a respeito da decisão do presidente dos Estados Unidos em amenizar as restrições em relação a Cuba, porém ainda com embargo econômico.
Tema muito interessante e que nos leva a discutir sobre suas ramificações, decisões, aspectos políticos, comerciais entre outros.

Eu quero abordar este tema como sob uma ótica comercial e que o momento de crise econômica mundial me faz refletir.

As empresas que tenho acompanhado durante estes quase oito meses de crise, para alguns setores um pouco menos e para outros muito mais, é que muitas destas estão buscando ter os mesmo resultados do ótimo ano de 2008 até agosto, fazendo as mesmas coisas neste período de crise.

É hora de quebrarmos alguns paradigmas, o mercado mudou, as pessoas que estamos acostumados a fazer negócios estão lutando pela sobrevivência e até mesmo já estão brigando para não morrerem.

Cabe uma estória contada pelo professor Carlos Alberto Julio em seu livro “A Magia dos Grandes Negociadores”, recomendo sua leitura, sobre um velho lenhador que em uma competição de que cortava mais árvores, com outro lenhador mais jovem e muito mais forte e que este velho lenhador a cada quantidade de árvores que cortava ele sentava e descansava enquanto o jovem lenhador não parava de cortar árvores deixando seu concorrente para trás.

Para resumir, da metade para o final da floresta o velho lenhador que sempre parava para descansar, começou a chegar mais perto do jovem lenhador até o ponto que venceu a competição de corte de árvores.

O jovem não se conformava e apesar de sua força, juventude e não ter parado para descansar uma só vez, foi ultrapassado pelo velho lenhador, e quis saber qual o segredo. Então o velho lenhador disse que o segredo foi o descanso e a medida que descansava ele amolava o machado, com isto ele tinha tempo de descansar, preparar seu material de trabalho e observar qual a melhor forma de cortar as árvores que tinha pela frente.

A lição entre estes dois pontos é que este é o momento de olharmos para frente e buscarmos alternativas para nossos negócios, como podemos vencer está crise econômica, pois se sairmos desesperados buscando vendas novas com receitas antigas ou até mesmo vencer na força de nossos braços teremos certamente resultados bem mai singelos que se afiarmos nossos machados.

Afiar os machados, neste caso é enxergar alternativas, estar aberto para novos negócios, parceiros, cidades, estados e países.

Que é ou foi nosso concorrente ou até mesmo “inimigo” comercial pode ser estrategicamente uma grande alternativa para novos negócios e a saída de nossas empresas para enfrentar esta crise.

Vejo na atitude do presidente Barack Obama, uma visão de alternativas comerciais para seu país e certamente ele está dando o primeiro passo para uma abertura maior entre Estados Unidos e Cuba.

Temos que olhar para o futuro e tomar decisões corretas e que impactarão nossos negócios, em tempos de crise quem consegue enxergar as oportunidades, sairá primeiro das dificuldades financeiras e certamente terá resultados diferentes, mas fazendo de forma diferente.

Reflita, pense, observe, afie seus machados.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CRÉDITO FÁCIL

Conseguir um empréstimo ou financiamento está cada vez mais fácil. As instituições financeiras e as lojas de varejo estão oferecendo crédito para aquisição dos móveis até a compra da própria casa.

A quantidade de ofertas para aquisição de bens duráveis é gigante, basta vermos as revistas de grande circulação e poderemos verificar que a maior parte é de propaganda de eletronicos e lançamentos de imóveis.

Mas consumidor pode perguntar o que tem em comum nestes dois tipos de produtos e qual a relação com as linha de crédito?

Há uma igualdade enorme, pois as lojas e instituições financeiras conhecem o poder de consumo médio das pessoas e monitora o desejo de consumir, passando então a oferecer formas de pagamentos para os objetos de desejo, do tamanho que se encaixem no bolso do consumidor.

Vamos buscar na memória as últimas aquisições que realizamos, compra do carro, geladeira, celular roupa, presente do dias das crianças, dos namorados ou da casa própria, certamente a grande maioria das pessoas fez esta compra adequando o valor da prestação no salário.

Os consumidores mais atentos, podem estar falando que é óbvio adequar a prestação da casa e do carro no salário, pois os valores são altos e guardar todo o dinheiro é muito mais difícil ou quase impossível.

Diria que parte é verdade, mas e quando falamos de compras de aparelhos de celular, roupas, ferro de passar e tantos outros produtos que os consumidores têm as mesmas práticas.

Quem não se lembra da propaganda "quer pagar quanto", talvez isto explique o grande sucesso dos canais de venda pela televisão.

Nas propagandas de venda de carro, dá-se a impressão de estar comprando uma casa, pois os prazos são as vezes bastante similares 72 e até 84 vezes sem entrada.

O perigo deste crédito facilitado é que nos dá a sensação no curto prazo de satisfação da conquista no médio e longo prazos temos todas as outras contas para pagar e o que compramos já passou da hora de ser trocado.

O consumidor em geral sempre terá que colocar o valor da prestação em seu orçamento mas também deve fazer conta da diferença de valores entre as parcelas e os diferentes prazos, daí poderá chegar a conclusão que a diferença do valor das parcela não são tão grande em prazos maiores, portanto sendo melhor ter prazos menores.

Vale a pena fazer conta.